“A campanha afirma que a composição busca reunir ‘trajetórias complementares’ entre o agronegócio e as pautas sociais”, afirma a reportagem veiculada nesta segunda-feira (10).
Cuiabá, MT, agosto de 2026
Assessoria Senado Federal
Da Assessoria
Os jornalistas Daniel Camargos e Carlos Juliano Barros, do Repórter Brasil, publicaram, nesta segunda-feira (10), reportagem destacando que as candidaturas ao Senado no Mato Grosso são dominadas pela Soja e a Mineração. O texto mostra a tendência das pautas conservadoras e a defesa do afrouxamento de controle ambiental; empresas ligadas a cabeças e suplentes das chapas associadas ao desmatamento e uso irregular de mercúrio e agrotóxicos.
Segundo a reportagem, há um discurso eleitoreiro do herói, construído para o infrator ambiental pego e autuado, e as violações ambientais tendem a ficar de fora da campanha e do noticiário local. Porém, a chapa de Pedro Taques, com Carlos Augustin, o Tete como suplente, e Guelda Andrade (PT), como segunda suplente, é citada por ter uma campanha que busca reunir "trajetórias complementares" entre o agronegócio e as pautas sociais.
O texto destaca que Taques defende o Código Florestal, um
licenciamento ambiental mais eficiente, sem redução da proteção e uma
regularização fundiária com segurança jurídica e preservação das áreas
protegidas. Sobre mineração em terras indígenas, a campanha diz que qualquer
autorização deve respeitar a Constituição e os direitos dos povos indígenas;
sobre garimpo, diferencia a atividade legal e ilegal e defende reforçar a
fiscalização contra crimes ambientais e exploração clandestina.
Carlos Fávaro é citado por ser produtor, ter presidido a
Aprosoja, ter sido Ministro da Agricultura e, como tal, por ter criticado a
Moratória da Soja; por ter defendido a Lei Geral do Licenciamento Ambiental,
que ampliou a Licença por Adesão e Compromisso e criou dispensas para
determinadas atividades agropecuárias. Foi relator do PL da Grilagem, texto que
amplia as ocupações de terras da União passíveis de regularização e o uso de
autodeclaração sem vistoria prévia.
Mauro Mendes é citado pela Minerbras, mineradora de Luís
Antônio Taveira Mendes, filho do candidato, que já foi autuada duas vezes pelo
Ibama, as multas somam R$4,52 milhões, por uso irregular de mercúrio. Mauro
também é lembrado por ser sócio de Valdinei Mauro de Souza, o Nei Garimpeiro,
investigado pela Polícia Federal por usar irregularmente mercúrio.
Janaína Riva é citada por participação na Enernew
Participações, holding de mineração. Ela já criticou, em uma entrevista de
rádio, a demora na regularização de pequenos garimpeiros, defendeu uma
força-tarefa para acelerar licenciamentos e questionou a destruição de máquinas
que poderiam ser removidas.
José Medeiros é citado por propor Projetos de Lei que
priorizam a extração de minerais em unidades de conservação, terras indígenas e
propriedades privadas; e outro que propõe regulamentar mineração, petróleo, gás
e hidrelétricas em terras indígenas.
Antônio Galvan já foi autuado por desmatamento sem
autorização, armazenamento irregular de combustível e estruturas de
pulverização sem licença. Também foi condenado com outros produtores por
plantar soja durante o vazio sanitário, período em que o cultivo é proibido
para conter a ferrugem asiática.
Os detalhes você pode ler na matéria do Repórter Brasil, CLICANDO
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